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Malfeito feito por Astromenegilda ♦ 24 Feb 2010 ♦ 4 comentário(s)
Escrevo Digito dentro desta cela, sob fortes sintomas causados pelo não-consumo de chocolate dentro do período de um mês. Minha consciência Minha cabeça dói. Um tremor está percorrendo meus membros faz alguns minutos, fazendo-me perder parte da coordenação motora. Mal consigo escrever digitar. O esforço está custando-me o que eu ainda tinha de sanidade.
Suor. Uma gota acaba de escorrer pelo meu rosto, lembrando-me do tempo que me resta.
Não consigo pensar.
Se vocês estão lendo esse texto agora, eu devo ter chegado ao estágio final da crise. Alucinações, pesadelos e distúrbios do gênero podem estar me caçando neste exato momento. Não sei se agüentarei.
"Sayonara."
Algo está me chamando. Parece-me familiar, mas não tenho certeza disto. Não posso ter certeza. Estou ficando louca. Loucos não possuem certeza - eles não precisam disso. Hey, that's cool.
"Sayonara, é chegada a hora de retornar."
Faces começaram a se materializar na minha frente, à medida em que o ar era puxado e arrastava algumas mechas do meu cabelo. Em seguida, seus corpos criaram forma. Por último, um lugar servia de fundo. Era parcialmente arborizado e possuía prédios de formas e alturas semelhantes. As avenidas interligavam as saídas daquele ambiente. Um fluxo de carros também apareceu, mas não foi o suficiente para distrair minha atenção daquelas... coisas. Eu as conhecia.
As não-sei-que-diabos-eram abriram a boca e disseram mais uma única frase, em uníssono:
"Você não pode fugir."
Algo estalou em meu pensamento, tão rápido quanto uma lâmpada queimando.
Campinas.
NÃO!
Um calafrio percorreu minha espinha. O medo e o terror começaram a me dominar. Meu nível de desespero cresceu a ponto de multiplicar as gotas de suor que escorriam - algumas começaram a cair no papel no teclado enquanto eu escrevo digito atordoadamente. Eu tinha que terminar essa carta esse post. Minha única esperança estava depositada nisso.
Sei que minha capacidade de decisões deve estar seriamente afetada. Espero, leitor, que o processo seja reversível. Provavelmente não irei retornar aqui por um bom tempo. Ou talvez eu volte. Eu já não sei de mais nada. Termino esse texto com a esperança de alguém traga-me uma barra de chocolate até sexta-feira, antes das 15:40h. Caso contrário, não irei sobreviver a essa maldição.